
No dia 5 de abril, no CDL Palhoça, tive a oportunidade de conduzir uma palestra especialmente pensada para mães que atuam na SIM – Plano de Saúde. Um encontro construído com propósito, escuta e conexão, para refletirmos sobre um tema presente na vida de tantas profissionais: como viver a maternidade e a jornada profissional com mais leveza, consciência e menos culpa.
Em uma rotina onde tantas vezes a sensação de “correria” parece tomar conta dos dias, abrir espaço para essa conversa foi também um convite à pausa. À reflexão. Ao reconhecimento de que, muitas vezes, carregamos exigências silenciosas, cobranças internas e a sensação constante de que poderíamos estar fazendo mais — em casa, no trabalho, com os filhos e conosco.
Durante a palestra, um dos pontos centrais foi justamente a culpa materna. Esse sentimento tão presente na vida de tantas mães, que aparece nas pequenas escolhas do cotidiano, no tempo que parece nunca ser suficiente, na divisão entre múltiplos papéis e na tentativa constante de equilibrar tudo. Mais do que falar sobre culpa, a proposta foi ressignificar esse olhar, entendendo que a perfeição não é o objetivo e que a leveza nasce justamente quando trocamos a autocobrança pela consciência e pelo planejamento intencional.
Outro tema profundamente trabalhado foi o legado. Porque, no fim, o que estamos construindo todos os dias vai muito além das tarefas cumpridas ou dos compromissos da agenda. Falamos sobre a importância de refletir sobre o exemplo que deixamos, as memórias que construímos e os valores que transmitimos dentro e fora de casa.
Mais do que uma palestra, foi um encontro de conexão humana. Um momento para lembrar que mães não precisam carregar o peso de fazer tudo sozinhas, nem viver aprisionadas pela ideia de que precisam dar conta de tudo o tempo inteiro.
Levar essa mensagem para dentro de uma organização como a SIM, que abre espaço para olhar com sensibilidade para a jornada de suas colaboradoras, reforça algo essencial: cuidar de pessoas também é criar ambientes onde conversas importantes possam acontecer.
Porque quando uma mãe encontra mais clareza, mais acolhimento e mais ferramentas para conduzir sua rotina, os impactos se multiplicam. Na família, no trabalho, nas relações e no futuro que está sendo construído todos os dias.
Seguimos acreditando que é possível construir jornadas mais leves, conscientes e autênticas. Porque planejar, fazer escolhas intencionais e reconhecer o próprio valor também é uma forma de cuidado.



